NEPIoT lança PGM de preparação das empresas para submissão de projetos ao H2020-Chamada 4(IoT Pilot).

A ICT Week é uma iniciativa do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações em parceria com a União Europeia no âmbito do programa Diálogos Setoriais, para discutir segurança cibernética, Internet das Coisas (Iot, na sigla em inglês), serviços Over The Top (OTT) e tecnologia 5G.

4a. Chamada Coordenada BR-UE

Essa chamada terá como diferencial a possibilidade de participação, com financiamento, de empresas incubadas em incubadoras credenciadas pelo Comitê da Área de Tecnologia da Informação (Cati) do MCTIC. “Esperamos, assim, atender melhor o foco da chamada de IoT, que é o desenvolvimento de pilotos. Além disso, queremos estimular o avanço das empresas nacionais com a geração de produtos e serviços inovadores”, destacou o coordenador de Projetos do CTIC, Wanderson Paim (foto 1).

Outra nova regra é a obrigação de distribuir os recursos alocados no projeto, garantindo que 44,45% seja destinado para centros, institutos de pesquisa ou entidades de ensino com sede ou estabelecimento principal situado nas regiões de influência das Superintendências do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam) e do Nordeste (Sudene), e região Centro-Oeste. Essa nova restrição visa atender às regras impostas pelo fundo de origem dos recursos que financiarão os projetos. Pelo mesmo motivo, todas as instituições brasileiras deverão ser cadastradas no Cati para receberem recursos da chamada. Com exceção das empresas incubadas, que serão intermediadas pelas incubadoras credenciadas no Cati.

As demais empresas, mesmo inelegíveis ao recebimento de recursos diretamente, também são encorajadas a participarem dos consórcios, uma vez que poderão se beneficiar da troca de conhecimentos gerada na execução das atividades dos projetos. De forma recíproca, os parceiros do projeto poderão aproveitar da expertise das empresas na geração de produtos mais formatados para o desenvolvimento de pilotos. Esse será um dos requisitos para as propostas submetidas com o tema de IoT.

Fonte: RNP

Manufatura 4.0 desenha novo perfil para a indústria brasileira

Também conhecida como 4ª Revolução Industrial, a manufatura avançada tem o objetivo de criar fábricas inteligentes, utilizando tecnologias baseada na Internet das Coisas.

Para o secretário de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), Alvaro Prata, o momento é de oportunidades, e o governo federal está pronto para enfrentar os desafios como parceiro.

Já o secretário de Inovação e Novos Negócios do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), Marcos Vinícius de Souza,disse : “Temos que fazer o exercício de ouvir os especialistas, que isso leve de seis a oito meses para que tenhamos um diagnóstico”.

O debate foi iniciado com os desdobramento dos conceitos da manufatura avançada ou manufatura 4.0, que tem como objetivo a criação de fábricas inteligentes, utilizando conceitos e tecnologias como Internet das Coisas (IoT), big data, sistemas cyber-físicos. Na sequência três os pilares que englobam os desafios: problema de atualização de máquinas, incorporando a tecnologia para dentro da indústria e dispositivos para redução de custos e criar capacitação adequada.

Para especialistas, Brasil precisa transformar soluções de Internet das Coisas em riqueza

Segundo José Gontijo, da Sepin, nova plataforma gera oportunidades de negócios para as empresas e o país. Em parceria com universidades e setor produtivo, MCTIC elabora o Plano Nacional de Internet das Coisas. Ele participou nesta quarta-feira (21) do painel “Modelos de Negócios Sustentáveis em Internet das Coisas” junto com representantes da Aliança Europeia para Inovação em Internet das Coisas (Aioti), da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), da Associação Brasileira de Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom), do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD) e do Instituto Desenvolvimento de Novas Tecnologias de Lisboa, em Portugal.

Os especialistas apresentaram os resultados de um estudo que vai contribuir para o Plano Nacional de Internet das Coisas, que está sendo elaborado pelo MCTIC. O levantamento reúne as iniciativas do Brasil e da União Europeia, que já possui uma política para esse tipo de tecnologia.

“É recente, mas já existe um investimento para promover plataformas abertas e estimular a inovação em mercados”, disse o pesquisador Pedro Maló, da Universidade de Lisboa.

Segundo ele, o estudo detalha práticas e normas em quatro áreas: smart cities (cidades inteligentes); produtividade industrial; agricultura e transportes. Cidades da Espanha, por exemplo, já aplicam a Internet das Coisas nas áreas de saúde, meio ambiente e trânsito, e a União Europeia deverá investir 50 bilhões de euros nos próximos anos para integrar sistemas de comunicação e de operação para aumentar a produtividade da sua indústria.

“Estamos operando a 4ª Revolução Industrial, a indústria 4.0″, disse. “O potencial do setor é fundamental para a Europa e também para o Brasil, como gerador de negócios, empregos e riqueza.”

No Brasil, a implantação da Internet das Coisas anda enfrenta desafios, avaliou o especialista Flávio de Andrade, do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD). Segundo ele, o país ocupa a 70ª posição no ranking global de inovação e o 6º lugar na América Latina. Por isso, há a necessidade de investimento contínuo em pesquisa e desenvolvimento.

No estudo apresentado na ICT Week, foram avaliadas empresas e cidades brasileiras que adotaram aplicações de Internet das Coisas. De acordo com o levantamento, o país se destaca internacionalmente no uso da plataforma no agronegócio. A tecnologia também melhorou a eficiência e a transparência da gestão dos serviços públicos. “Mas é preciso entender qual a vocação de cada cidade, quais os maiores problemas que ela enfrenta e buscar resolver com o auxílio da tecnologia”, concluiu.

Para o presidente da Brasscom, Paulo Galllindo, o mercado de IoT deverá movimentar cerca de US$ 19 trilhões no mundo, e o Brasil, segundo estudo da associação, poderá abocanhar US$ 350 bilhões nesse nicho. “Temos que preparar o país para usufruir o melhor que essa onda tecnológica tem para oferecer. Não só a nossa indústria será impactada, mas o produto da indústria também tem que nascer diferente. O Brasil tem uma vocação natural em software e integração com uma alta escala de profissionais. Não temos uma grande competência em sensores e semicondutores e menos em hardware, apesar dos nossos esforços. Para criar uma política pública de indução do mercado, é importante determinar uma escala global possível, ou seja, investir numa escala global para alavancar o desenvolvimento local”.

O secretário de Inclusão Digital substituto do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Américo Bernardes, defendeu nesta quarta-feira (21) que a implantação de cidades inteligentes no Brasil seja focada o bem-estar da população. Segundo ele, os esforços devem ser direcionados para a melhoria da gestão pública de acordo com as necessidades de cada município.

Na opinião do secretário, a implantação do programa Cidades Digitais mostrou que não há um modelo único de cidade inteligente, o que dá liberdade para as prefeituras criarem soluções próprias. Desde 2012, a iniciativa conecta órgãos públicos e praças de acesso livre nos municípios por meio de uma rede fibras ópticas, além capacitar servidores públicos e oferecer aplicativos de governo eletrônico.

Na nova fase do programa, chamado de Minha Cidade Inteligente, o objetivo é usar as soluções de monitoramento inteligente para criar novas aplicações moldadas à rotina dos municípios. “O elemento-chave no programa é transformar esses dados de trânsito e segurança, por exemplo, em informações abertas que possam significar o desenvolvimento de soluções específicas para cada cidade por desenvolvedores locais”, explicou Bernardes durante o painel “Cidades Inteligentes” .

Fonte: MCTIC